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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Vermelho são seus beijos,

Palavras soltas eram murmuradas enquanto os pensamentos, presos,  ecoavam dentro da confusa mente. Ele parecia extasiado com a presença da jovem, e num  milésimo de segundo o silêncio foi quebrado com a bebida que penetrava seu corpo. Já era tarde para voltar atrás, então a convidou para sentar e nesse instante foi embriagado pelo doce perfume daquela mulher. Olhando para seu vil metal foi tomado pelas lembranças das promessas e declarações, mas ignorou toda forma de amor. A jovem sorriu intencionalmente. Ele sentiu aquelas mãos deslizarem e rapidamente se levantou, tentava fugir. Compassadamente, ela se aproximou e seus corpos se tocaram. O batom vermelho marcava a pele enquanto a respiração ofegante revelava o desejo. O celular de João tocava, mas ele estava entregue à Raquel. O membro enrijecido era molhado pelos beijos sedentos. Ela foi conduzida até a cama e invadida. Os gemidos os envolviam e logo fizeram da pele morena,branca. A moça,apressadamente, limpava o gozo afinal havia algumas horas pela frente. Vestiram-se e marcaram o próximo encontro. Ao chegar em casa, João encontrou Elisa dormindo. Deu-lhe um beijo, selando o fim daquela primeira noite.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Ele existiu quando ela se foi,

Ele estava estendido sobre a grama queimada. Ouvia-se os gritos abafados pelo alívio daquela que outrora o amou. Ela percebera o quão perdida estava ao se embebedar com as doces palavras: súplicas do seu agressor. Ele corrompera os planos e sonhos da jovem mulher. Ela não notou que perdera a si própria quando entorpecida foi por aqueles beijos. No perfeito elance de amor e ódio, eles se encontraram e jamais deixaram um ao outro. Ele a levou para um lugar distante. Ela levava consigo as lembranças das noites em claro,dos olhos vermelhos. Foi em meio àquele esmo que amaram-se pela primeira vez. Ali Bianca se entregou, era o fim de  dois longos anos. 
Dias depois após um telefonema, o corpo carbonizado de um homem foi encontrado em um terreno cerca de 20km da cidade. Perto da cena do crime, acharam uma fotografia e no verso dizia: "Pedro, eu sempre te amarei. Com amor, Bianca"
 

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

vívido passado

Na calmaria , ela se perdia. Suas pegadas não marcavam a areia. Nem se quer sentia seus pés. Ali estava o peso do seu desejo, um sabor ardente que incinerava a pele. A doçura contemplava apenas seus olhos , janelas do passado. Em cada brisa, pedaços de seus pensamentos eram levados. Sentia seu aroma inodoro e estagnava-se. Estava sendo corrompida por tudo que um dia colocara dentro daquela garrafa atirada ao mar. Não sabia para onde as cicatrizes tinham sido levadas, mas ainda as sentia e aquilo a esmagava, dilacerava seu corpo, roubava seus sonhos. E foi naquele fim de tarde ao se despedir do seu passado que ela dou-se ao presente :  era  mais uma menina embriagada pela solidão e acompanhada dos seus senhores. Aquele quarto tornou-se o seu lugar enquanto as notas de vinte cobriam seu corpo.

domingo, 18 de setembro de 2011

Eu perdido, eu contido, eu

Daquele corpo brotava gotas salubres. Os gritos eram ouvidos do corredor onde eu estava. Sob a cama havia folhas de caderno, umas rasgadas e outras em branco. O tom grave e constante rompia o silêncio, as vozes a atormentavam.Inerte e atormentada. Na sua frente a cena passava : Ele dizia que seus pensamentos seriam roubados pelas outros pacientes. A voz e o cheiro de sangue falavam a verdade. Era cada vez mais ensurdecedor, pareciam estar no meu quadro . Ali estavam. Aqueles gritos foram dados por ela... que era parte de mim. 
É apenas  o desenho de uma mente fragmentada. Um pequeno pedaço.