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segunda-feira, 18 de março de 2013

Querida mamãe


Quando os olhos gotejam a dor

                                                [da saudade e do amor]

Eles trazem o sorriso entristecido pela lembrança
                                                [ da infância]


Que prendem a jovem displicente.


Ela se embebeda com aquele amor- ora tirano, ora insano 


                                                [que a fez feliz por raros momentos]


Que lhe rouba a serenidade.

Ele lhe deu de presente a escuridão


                                                 [d'alma]

Que colore seus dias com a ira,

A mesma de sua mais tenra recordação.

Mas um dia resolver mudar:
                                                [para sempre]


Os dedos deslizam sobre a pele clara,


                                                 [ marcada pelo tempo]


A mulher que roubava sonhos já não roubaria mais.


                                                 [ o último suspiro estava por vir]


A jovem pergunta: Onde está o amor ?


                                                  [ ninguém a responde]


Então se perdeu, sua mãe estava com os olhos fitados


                                                  [era tarde demais]


As lembranças da jovem foram asfixiadas.


                                                  [ela e o amor não tinham sido apresentados]


Era o mais longo adeus de sua vida.



terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

"O pierrot apaixonado "

Os lábios estavam vermelhos, mas não era do batom carmim.

Ele tocava a pele macia deixando marcas por onde beijava


Ela já havia adormecido, parecia que não acordaria.


A tinta do seu rosto pintava o corpo de seu amor, era a décima primeira


Sua figura levava alegria, mas ali elas só conseguiam gritar , estavam tristes.


O vermelho era o sangue - das colombinas.


Ele era apaixonado pelo que fazia,


Recebeu o nome de " Pierrot".


O rosto pálido, última cena de seus amores, estava em todos os jornais que diziam :


" Assassino".

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

" Falando de amor e não do que você pensa"


 
O cheiro de fruta invadia o quarto e Sophia reconhecia de longe. A moça do sorriso doce e humor ácido batia a porta - memóravel reencontro. Alegremente, ela foi recebida e em um caloroso abraço, elas tornaram-se uma. No pulso esquerdo, as iniciais marcavam a pele. O olhar trazia saudade e inquietude, mas era tarde demais para voltar. Não podiam se separar, aliás, detestavam a ideia. A partir dali, assumiram : Não havia ela, não havia nós, era apenas o Eu.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Ela e o desconhecido, o desconhecido e eu.

- Hoje me senti como há 5 anos.
(Silêncio)
- Percebi que joguei tudo para debaixo do tapete
(Olhar e respiração profunda)
- O que foi jogado para debaixo do tapete, especificamente ?
(pausa)
- Bem... humm
- Diga !
- Ok.
( mãos entrelaçadas)
- Uma vida emocional. A parte de um ser, do meu ser.
( abraço)