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quinta-feira, 14 de julho de 2011

Afago incontido

A vida já tinha tido cor, mas nunca teve o brilho ou foi aquarela.
 Era uma manhã dominical quando o sorriso extasiou a menina dos olhos castanhos e do cabelo enrolado. Eles estavam deitados. Ela ao lado daquele que mudou  sua vida. Ele ao lado daquela que mudou sua vida. Pertenciam um ao outro. Corrompidos estavam pela felicidade : a chance foi dada e aceita. O sentir de que ali começava o que hoje chamam de plenitude, os tomavam. O amor deles é doce, apimentado, vivo, sincero,intenso,calmo. É, exatamente, além do que um dia a menina dos olhos cor de amêndoas desejou. 
 É perfeitamente real.
 " A felicidade só é real quando compartilhada "
                                                                                                                                                         
Dedicado ao meu amor, companheiro, amigo, namorado Diego Matos

terça-feira, 5 de julho de 2011

Antídoto

Mas ela era só mais uma doce menina,
E as lágrimas exorcizavam os demônios de sua alma.
Ela sabia que todas aquelas lembranças seriam por toda vida,
Bastava apenas lidar com cada pedaço, cada som e todas as imagens.
A sensação de morte pairava,
A sensação de vida pairava.
Não dizia nenhuma palavra, pois  eram como veneno.
Aqueles olhos diziam o que todos precisavam ouvir :
- Tire-me daqui, tire-me daqui...
E num suspiro profundo, ela entrou em seu quarto.
Dali, ela nunca mais foi a doce menina que exorcizava os demônios de sua alma.
Ela partiu, deixando o chão do quarto pintado de vermelho.


terça-feira, 21 de junho de 2011

Amor, meu amor, amor

Pés descalços tocando a gélida terra. As mãos entrelaçadas refletiam a última vez. A pele clara estava rabiscada : era a primeira vez que ela encontrava-se em outro alguém. 
- Quando olho para você, eu encontro exatamente o indesejável.
- Isso é bom?
- Agora é.
O sorriso contemplava a face tocada pelas lágrimas. Ele a envolvia em seus braços, sussurrando o quão bem se sentia ao tê-la. O perfume adocicado e a felicidade eram levados para longe. 
- Não vá...
- " Ninguém vai dormir nossos sonhos "
Eles saíram daquele lugar. Ela o acompanhou até a estação ferroviária. Ele precisava ir. Um longo abraço, nenhum adeus.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Museu

Os olhos estavam emaranhados por gotículas salubres. O sorriso era tão sincero. Eles estavam tão próximos.Ele tocava os cabelos negros dela. Ela estava sorrindo. Quem os olhava, notava o quanto ele era dela e ela era dele. Sim, eles estavam vivos. Eram belos mas frios. Era apenas a obra de arte daquela exposição.