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domingo, 20 de maio de 2012

Traga-me os beijos e o amor.

Gotas,
Gotas,
Gotas.
Um abraço.
- Assim será.
- Eu vou.
Um anel.
Gotas doces,
Doce amor.
-Minha mulher,
- Tua mulher.
Guarda-chuva
Rua
Risos
              [ pausa]
Suspiro
Gotas amargas
Eu,
Ela,
Chuva
Passado
           [saudoso]
Tristeza.



quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Vermelho são seus beijos,

Palavras soltas eram murmuradas enquanto os pensamentos, presos,  ecoavam dentro da confusa mente. Ele parecia extasiado com a presença da jovem, e num  milésimo de segundo o silêncio foi quebrado com a bebida que penetrava seu corpo. Já era tarde para voltar atrás, então a convidou para sentar e nesse instante foi embriagado pelo doce perfume daquela mulher. Olhando para seu vil metal foi tomado pelas lembranças das promessas e declarações, mas ignorou toda forma de amor. A jovem sorriu intencionalmente. Ele sentiu aquelas mãos deslizarem e rapidamente se levantou, tentava fugir. Compassadamente, ela se aproximou e seus corpos se tocaram. O batom vermelho marcava a pele enquanto a respiração ofegante revelava o desejo. O celular de João tocava, mas ele estava entregue à Raquel. O membro enrijecido era molhado pelos beijos sedentos. Ela foi conduzida até a cama e invadida. Os gemidos os envolviam e logo fizeram da pele morena,branca. A moça,apressadamente, limpava o gozo afinal havia algumas horas pela frente. Vestiram-se e marcaram o próximo encontro. Ao chegar em casa, João encontrou Elisa dormindo. Deu-lhe um beijo, selando o fim daquela primeira noite.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Ele existiu quando ela se foi,

Ele estava estendido sobre a grama queimada. Ouvia-se os gritos abafados pelo alívio daquela que outrora o amou. Ela percebera o quão perdida estava ao se embebedar com as doces palavras: súplicas do seu agressor. Ele corrompera os planos e sonhos da jovem mulher. Ela não notou que perdera a si própria quando entorpecida foi por aqueles beijos. No perfeito elance de amor e ódio, eles se encontraram e jamais deixaram um ao outro. Ele a levou para um lugar distante. Ela levava consigo as lembranças das noites em claro,dos olhos vermelhos. Foi em meio àquele esmo que amaram-se pela primeira vez. Ali Bianca se entregou, era o fim de  dois longos anos. 
Dias depois após um telefonema, o corpo carbonizado de um homem foi encontrado em um terreno cerca de 20km da cidade. Perto da cena do crime, acharam uma fotografia e no verso dizia: "Pedro, eu sempre te amarei. Com amor, Bianca"
 

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

vívido passado

Na calmaria , ela se perdia. Suas pegadas não marcavam a areia. Nem se quer sentia seus pés. Ali estava o peso do seu desejo, um sabor ardente que incinerava a pele. A doçura contemplava apenas seus olhos , janelas do passado. Em cada brisa, pedaços de seus pensamentos eram levados. Sentia seu aroma inodoro e estagnava-se. Estava sendo corrompida por tudo que um dia colocara dentro daquela garrafa atirada ao mar. Não sabia para onde as cicatrizes tinham sido levadas, mas ainda as sentia e aquilo a esmagava, dilacerava seu corpo, roubava seus sonhos. E foi naquele fim de tarde ao se despedir do seu passado que ela dou-se ao presente :  era  mais uma menina embriagada pela solidão e acompanhada dos seus senhores. Aquele quarto tornou-se o seu lugar enquanto as notas de vinte cobriam seu corpo.